“A bala de prata que matou a reforma da Previdência foi a delação fraudada da JBS”, analisa relator » Rede Acontece
Últimas
>>> Ouça a Web Rádio Acontece <<< 22-07-2019 » Silvio Santos | Neymar participa de atração no SBT e diz que não beijou Anitta 22-07-2019 » Na GloboNews | José Roberto Burnier pede licença para se tratar de um câncer 22-07-2019 » Alto nº de homicídios | Por que a América Latina é a região mais violenta do mundo 22-07-2019 » Foi identificada | Grêmio oferece apoio a torcedora vítima de agressão no Gre-Nal 22-07-2019 » Comparou a Moro | Deputada Joice Hasselmann diz que teve o celular clonado 22-07-2019 » Do meio de campo; veja | Emocionado, Juninho diz que bola bateu na canela em gol contra 22-07-2019 » Bolsonaro questionou órgão | 'Posso até ser demitido, mas não se pode atacar o Inpe', afirma diretor 22-07-2019 » 'Filme de terror' | Mattos e funcionários do Palmeiras relatam drama em voo para Argentina 22-07-2019 » 40% do FGTS | Para deputados, trabalhador precisa ser compensado se multa for reduzida 22-07-2019 » Corinthians 1 x 1 Flamengo | Carille vê Corinthians 'dentro da normalidade', mas cobra melhor pontaria 22-07-2019 » Antônio Prata | Uma mesma palavra e tantos significados 22-07-2019 » Reinaldo Azevedo | Por qual crime Bolsonaro será deposto? 22-07-2019 » Benja | A minha luta continua: o futebol vai 'ACAVAR'! 22-07-2019 » Samuel Pêssoa | Velha esquerda no país morrerá de morte morrida 22-07-2019 » Tostão | No futebol e na vida, interpretação não é fato 22-07-2019 » Diogo Schelp | Por que 'guerra' em Hong Kong continua? 22-07-2019 » Ruy Castro | Heroica e infeliz, MEC-AM tem seus dias contados 22-07-2019 » Perrone | Hostilidade de palmeirenses não é normal 22-07-2019 » PVC | No Brasil, os times ricos também choram 22-07-2019 » Drauzio Varella | Fatalismo deve ser substituído por práticas saudáveis
Publicidade
7 de janeiro de 2019

“A bala de prata que matou a reforma da Previdência foi a delação fraudada da JBS”, analisa relator

Foto Rede Acontece

“A bala de prata que matou a reforma da Previdência foi a delação fraudada da JBS”. Foi com essa afirmação que o deputado federal Arthur Maia (DEM-BA), relator da proposta enviada pelo Governo Temer, definiu a trajetória da reforma da Previdência no Congresso. Ele se refere ao fato ocorrido em maio de 2017, quando o ex-presidente Michel Temer (MDB) foi acusado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. A denúncia foi fruto de delação de executivos da JBS e foi acatada posteriormente pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para Maia, a JBS não causou o prejuízo de mais de R$ 2 bilhões apenas para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “Prejuízo maior que a JBS trouxe para o Brasil foi fazer aquela artimanha para atingir o presidente da república e impedir, junto com Janot, a votação da reforma da Previdência”, destacou o parlamentar. Ele conta que, naqueles dias, o governo já contabilizava cerca de 300 votos. Para a sua aprovação, a matéria precisa de, no mínimo, 308 votos, que correspondem a 3/5 dos deputados. “Eu tenho absoluta convicção que a pressa do Janot de publicizar a delação da JBS acertou o presidente da República com uma delação que, inclusive, depois foi anulada, prova cabal de que ela era uma fraude. Naquele momento, seria possível votar a reforma da Previdência, mas a bala de prata que matou a reforma foi a delação fraudada da JBS”, apontou Maia. Sobre o fato do ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, ter afirmado que o governo errou ao não tentar votar a reforma da Previdência mesmo correndo o risco de perder, o deputado discorda. “Eu gosto muito do Marun, a gente trabalhou junto na comissão especial. Depois, o Marun virou secretário geral de governo e ele queria muito, até para dar sequência ao nosso trabalho, aprovar a reforma, mas, francamente, já não havia mais clima naquele momento pós-eleição para votar a reforma. Acho que se fosse votado, perderia”, comentou. O deputado explicou que uma reforma da previdência para alcançar os 308 votos necessita de uma profunda articulação política. Ele disse que é preciso chamar os partidos, conversar e tratar na política, com eventuais concessões nos projetos e a votação de outras matérias que também interessam a outros segmentos e partidos. “Não podemos nos esquecer que a situação da Previdência está como está hoje porque a reforma proposta por Fernando Henrique Cardoso, há 20 anos atrás, perdeu por um voto. Então, não existe uma votação da reforma da Previdência, que é um tema polêmico, com o jogo ganho. É preciso que o governo se dedique à articulação política com muita intensidade para conseguir aprová-la”, ressaltou.


VOLTAR