Aprovada lei em Israel que define país como 'exclusivamente judeu' » Rede Acontece
Últimas
23-10-2018 » Presidenciável do PSL | Bolsonaro promete R$ 10 bi à ciência e quer astronauta ministro 23-10-2018 » Após fala de Eduardo | Em carta a Celso de Mello, Bolsonaro diz prestigiar STF 23-10-2018 » Candidato do PT | Duas semanas após 1º turno, Marina Silva declara 'voto crítico' em Haddad 23-10-2018 » Marcado para 24 de outubro | TRF-4 nega pedido de Vaccari para adiar julgamento de Palocci 23-10-2018 » 'Marginais vermelhos' | PT anuncia ações contra Bolsonaro por apologia ao crime após discurso 23-10-2018 » Campeonato Brasileiro | Santos marca no fim e empata com Inter por 2 a 2; assista aos gols 23-10-2018 » Ministério do Trabalho | 2017: Salário médio das mulheres cresce mais que de homens 23-10-2018 » Não é só Remy | Relembre mortos que 'ressuscitaram' do autor de Segundo Sol 23-10-2018 » SUVs | Jeep Renegade mudado e novos rivais: como fica o mercado 23-10-2018 » Personalidade forte | Sassá, F. Melo: futebol evolui, mas jogadores indomáveis resistem 23-10-2018 » Papo com o técnico | Renato Gaúcho: Grêmio pode encarar o Real de igual para igual 23-10-2018 » Desfila na SPFW | 'Tento me posicionar de uma forma mais sutil', diz Camila Queiroz 22-10-2018 » Submundo do marketing político | Como opera o mercado ilegal de santinhos virtuais via WhatsApp 22-10-2018 » Mais votado no 1º turno no AM | Wilson Lima tem respaldo de grupo de comunicação e apoia Bolsonaro 22-10-2018 » Opositor do regime morto na Turquia | As versões dadas pela Arábia Saudita até admitir assassinato de jornalista
Publicidade
19 de julho de 2018

Aprovada lei em Israel que define país como ‘exclusivamente judeu’

Imagem Reprodução

Israel agora é, por lei, “a pátria histórica do povo judeu”, com “direito exclusivo à autodeterminação nacional no país”. A lei foi aprovada por 62 deputados contra 55 e duas abstenções, após tumultuada sessão de mais de oito horas no parlamento israelense.

Deputados árabes, que representam 20% da população, o equivalente a 9 milhões de habitantes, jogaram no chão o texto da lei, em protesto. Ayman Odeh, um dos que reagiram, protestou: “Israel não nos quer aqui e está nos dizendo que seremos sempre cidadãos de segunda classe”.

Pela lei, o árabe deixa de ser uma das duas línguas oficiais do País, rebaixada a um status especial, e fica só o hebraico. Uma lei anterior, proclamando Jerusalém unida capital eterna do povo judeu, foi incorporada à nova lei.

O grupo judeu Paz Agora protestou agitando uma bandeira preta no Parlamento. O líder da oposição, Isaac Herzog, perguntou se a nova lei vai prejudicar ou beneficiar Israel. “A história vai responder”, disse.

O presidente e fundador da J Street, Jeremy Bem-Ami, criticou duramente a lei Estado-Nação, dizendo que ela passa a mensagem de que as comunidades árabe, LGBT e outras minorias nunca obterão plena cidadania.

O primeiro-ministro Netanyahu comemorou: “Este é um momento definidor. Longa vida ao estado de Israel!” Ao sair do Parlamento, ele foi confrontado por dois deputados árabes, Ahmed Tibi e Ayeda Touma-Souliman, que gritavam: “Você aprovou uma lei de apartheid, uma lei racista”. Ele reagiu: “Como vocês ousam falar dessa maneira sobre a única democracia no Oriente Médio?”

*O jornalista Moisés Rabinovici é comentarista da Rádio Nacional e apresentador do programa Um olhar sobre o Mundo, na TV Brasil.


VOLTAR