Brasil seguirá dependente de caminhões por pelo menos 20 anos, diz FDC » Rede Acontece
Últimas
21-07-2018 » "Diferente de tudo que a DC já fez" | Trailer inédito de Aquaman revela mundo subaquático do herói; veja 21-07-2018 » É só dizer a palavra mágica | Primeiro trailer de Shazam promete versão divertida do herói; assista 21-07-2018 » "Tiro ao alvo" com pré-candidato | Jair Bolsonaro volta a aparecer com criança fazendo gesto de arma 21-07-2018 » Entre brecha na lei e fiscalização falha | Como Dr. Bumbum conseguia atuar sem especialização? 21-07-2018 » Você pode estar 'rico' sem saber | Jogou fora brinquedos da infância? Hoje eles podem valer uma nota 21-07-2018 » Luta contra o câncer | Ana Furtado festeja volta ao "É de Casa": "Muito feliz" 21-07-2018 » Foi se exibir | Homem faz gracinha e estraga Lamborghini 21-07-2018 » Herói canino | Cão pula na frente de cobra e é picado no lugar da dona 21-07-2018 » Dirigiu "G. da Galáxia" | James Gunn fez vídeo "quase pornô" com Sasha Grey 21-07-2018 » Árbitro de vídeo | Mattos: VAR corrigiria cerca de 100 erros de juízes no Brasileiro 21-07-2018 » Alvo de operação da PF | "Já enchi mochila de dinheiro", diz motorista de ex-dirigente da Dersa 21-07-2018 » Problemas na imigração | Itamaraty: 19 crianças brasileiras já foram reunidas aos pais nos EUA 21-07-2018 » "Segundo Sol" | Poemas a youtubers: como atores aprendem o sotaque baiano 21-07-2018 » Eleições 2018 | Líderes do centrão são alvo de ao menos 13 inquéritos na Justiça 21-07-2018 » Voos atrasados e cancelados | Pane de radares ainda afeta aeroportos de SP 21-07-2018 » Transporte lotado | Cidades crescem 10 vezes em 70 anos e têm de melhorar mobilidade 21-07-2018 » Proliferação de fungos | Umidificador ligado a noite toda pode fazer tão mal quanto o ar seco 21-07-2018 » Candidatos ao governo | Eleição no Rio terá embate entre 'outsiders' e políticos de carreira 21-07-2018 » Palco era presídio em SP | PCC planejou resgate com caminhão "blindado" 21-07-2018 » Zoeira não fica de fora | A nova da Anitta: a reação da internet ao clipe de Medicina
Publicidade
intersorft centro medico sao gabriel clinica master grafica bandeirante supermercado centrel lab laboratorio
22 de junho de 2018

Brasil seguirá dependente de caminhões por pelo menos 20 anos, diz FDC

Foto Rede Acontece

A matriz brasileira de transporte não deverá passar por significativa alteração nos próximos 20 anos mesmo que o governo federal consiga implementar todos os projetos já em andamento – como duplicações de rodovias e subconcessão de ferrovias como a Norte-Sul – e mantenha o estoque atual em infraestrutura. A constatação é da Fundação Dom Cabral (FDC), que lança nesta quinta-feira, 21, a Plataforma de Infraestrutura em Logística de Transportes (PILT), construída com base em dados públicos, de órgãos governamentais e de empresas parceiras, como Arteris, Grupo CCR e EcoRodovias.

 

O diagnóstico da FDC mostra ainda que, com o portfólio atual de projetos federais e se nada mais for proposto, o Brasil continuará dependente das rodovias e com um custo extremamente alto nesse modal até 2035. A instituição estima que o custo total do País com transporte tenha atingido R$ 166 bilhões em 2015 (ano usado como base para os cenários), com 70% desse montante consumido nas rodovias. Em 2035, esse custo subirá para R$ 233,3 bilhões, ao passo que a participação das rodovias nos custos se manterá praticamente igual, em 68%.  Caso os principais projetos federais nos setores de rodovias, portos, hidrovias e ferrovias saiam do papel até 2025 e nada mais seja feito até 2035, o custo logístico dos embarcadores de carga subirá quase R$ 130 bilhões.

 

“E esse custo vai para algum lugar. Ou cai a margem das empresas, ou é repassado ao consumidor final”, afirma Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Logística, Infraestrutura e Supply Chain da FDC.  Como a crise recente com a greve dos caminhoneiros expôs, o Brasil precisa investimentos de longo prazo em ferrovias e hidrovias, as mais apropriadas para transportar determinados tipos de cargas por longas distâncias, defende a FDC. Pelas contas da fundação, se 10% da carga transportada em rodovias (medidas em toneladas por quilômetro útil, TKU) for transferida para as ferrovias, haveria uma economia de custo de 2,4%, equivalente a R$ 4,85 bilhões em 2025 e R$ 5,6 bilhões em 2035. Se as hidrovias assumirem aquele papel, a economia de custo é maior ainda, de 4,5%, correspondendo a R$ 8,92 bilhões em 2025 e R$ 10,3 bilhões em 2035.

 

Porém, a FDC frisa que, no curto prazo, o planejamento público para o setor não pode deixar de lado as rodovias. “A concentração de fluxos de cargas não permite, de forma nenhuma, que o Brasil tome a decisão brusca de, de repente, partir para a ferrovia e a hidrovia e esquecer das rodovias para transporte de longa distância”, pontua Resende.  O especialista defende que o poder público tenha uma visão “estratégica, e não passional” sobre o modal rodoviário. “Ao planejarmos o curto prazo, não podemos romper o sistema rodoviário. Se rompermos, imediatamente teremos graves problemas, como vimos recentemente”, acrescenta.


Tags:
VOLTAR