Chapa fechada: Rui Costa encerra discussão sobre “time principal” para disputa eleitoral » Rede Acontece
Últimas
23-09-2018 » Renda mínima ajuda a empreender | Autor holandês defende a utopia do dinheiro de graça para todos 23-09-2018 » Lança livro no Brasil | 'Melhor jeito de se rebelar é ser conservador', diz paladino gay de Trump 23-09-2018 » Os mascates do Rio | Periferia sem crédito mantém vendedor de porta em porta 23-09-2018 » Brasileirão | SP empata com América-MG; veja gols 23-09-2018 » Reta final | Presidenciáveis intensificam campanha perto do 1º turno 23-09-2018 » Associação com PT | Doria ataca Márcio França com imagem do governador obeso 23-09-2018 » "Mesmo comportamento" | Ciro compara parte do PT a "fascistas de direita" 23-09-2018 » Incendiário | Conheça o homem que tentou parar a Renascença 23-09-2018 » Mudança comportamental | Síndrome do Pequeno Poder: veja como lidar com o problema 23-09-2018 » Abalo mental | Discriminação na infância influencia saúde de jovens 23-09-2018 » Saiba como | Latam ajuda cliente saber se mala tem tamanho certo 23-09-2018 » Venda recorde | Carro popular evolui e atende pessoas com deficiência 23-09-2018 » Alexandra Gurgel | 'Homens querem a gorda na cama, mas ninguém pode saber' 23-09-2018 » Ex-ministro de Itamar | Eleição não acabará com crise, diz Ricupero 23-09-2018 » Intervenção federal | Rio tenta gastar melhor R$ 1 bi em material da polícia 23-09-2018 » Educação | Ensino ruim piora desigualdade e violência 23-09-2018 » Resposta a Bolsonaro | Alckmin: "Covardia é desrespeitar mulher, negro, pobre" 22-09-2018 » Viagem de filho | Bolsonaro mobilizou Itamaraty para resolver assunto pessoal em 2011 22-09-2018 » Não é só fast-food | Shoppings de São Paulo ganham restaurantes famosos 22-09-2018 » Espanhol | Real vence Espanyol com VAR e Marcelo e Bale poupados
Publicidade
19 de junho de 2018

Chapa fechada: Rui Costa encerra discussão sobre “time principal” para disputa eleitoral

Foto: Reprodução

A última vaga no “time” principal do governo estadual na disputa eleitoral majoritária na Bahia foi preenchida por Angelo Coronel (PSD), como já se especulava dentro e fora das quatro linhas imaginárias do campo político. O treinador, que neste caso também entra em campo, Rui Costa (PT) optou pela representatividade do pragmatismo político ao escolher o PSD em detrimento da senadora Lídice da Mata.

Esta é a conta que foi feita. Lídice tem legitimidade, história e serviços prestados ao espectro da centro-esquerda baiana, contudo, não soube (ou quis) ao longo dos anos trabalhar a capilaridade de sua legenda no estado. O crescimento do PSB foi na força individual de suas lideranças. Dos vereadores ao deputado federal com mandato, o cargo está na esfera do particular e não entrega musculatura partidária.

Por outro lado, Coronel, presidente da Assembleia Legislativa, está em um partido verticalizado, mas com envergadura para não quebrar facilmente e com comando político, exercido de diversas maneiras, real e com capacidade de entregar aquilo que promete em voto, apoio e realização. O que Rui Costa como pragmático político não contraria. O petista tem esta marca e dificilmente abriria mão desta característica.

A decisão não foi simples e nem teria como ser. Lídice tem argumentos contundentes para buscar espaço. Por outro lado, Coronel também os tem. A indignação de setores mais a esquerda da composição tende a ser amainada com o tempo de decantação. O problema é saber como a senadora vai reagir, a tese é de que irá para disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados e manterá a aliança.

Há ainda a possibilidade, um desenho menos provável, de Lídice ser suplente de Jaques Wagner na outra vaga ao Senado. Interessante que em todas as costuras há uma quase certeza das tendências política de que a chapa logrará êxito eleitoral em todas as três frentes de disputa: governo e duas cadeiras para o Senado. O vice não é decorativo, mas vem a reboque do cabeça.

No desenho desta segunda Lídice será candidata à Câmara e Bebeto Galvão, deputado federal, será o suplente de Wagner. No entanto, terça (19), a senadora realiza uma plenária. Vai marcar posição e informar, discutir e estabelecer estratégia com a sua base. Não se sabe se anunciará a decisão durante o ato político, mas o fato está consumado.

Disputa — A disputa entre Lídice e o PSD foi interessante e com poucos “ataques abaixo da linha de cintura”. Houve momentos em que rusgas foram disparadas e nota plantadas, mas nada que fugisse do controle dos condutores do processo Rui Costa e Jaques Wagner.

Em um destes episódios tentaram “vender” ao PT a informação de que Otto Alencar, presidente estadual do PSD, estava ficando muito forte e que seria contraproducente deixar o partido ter dois senadores. Fora isso, foi dito também que o partido conseguiu a densidade conquistada em 2016 por conta das condições dadas pelo próprio governo.

As secretárias estaduais de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano, além da Agerba e outros espaços de fato são privilégios que os pessedistas tiveram. Entretanto, não tiveram por acaso. Foram determinantes nas vitórias petistas e isso pode até provocar sensações ruins em petistas, mas não pode ser ignorada.

Para além, colaboraram com as gestões. Na ALBA, o PSD tem a segunda maior bancada na base governista. Tem cinco deputados federais e durante parte da legislatura manteve um fora abrindo espaço para o PCdoB e PT (Davidson Magalhães e Robinson Almeida, suplentes, assumiram o mandato de deputados federais por conta dos licenciados Josias Gomes – PT e Fernando Torres – PSD).

No campo da disputa eleitoral de território, o PSD também conquistou espaço na briga pela presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB). Numa queda de braço com uma ala ligada ao prefeito ACM Neto (DEM), o prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, com as bênçãos de Otto Alencar, venceu aquela eleição e vale frisar: substituindo Maria Quitéria, do PSB na época, no alto comando. O fato ajudou a enrijecer a sigla social democrata.

O governador prometeu anunciar a chapa no início de junho. Mudou para a primeira semana, para a segunda e ao que tudo indica somente o fará quarta (20), após a plenária de Lídice. Se por um lado a confirmação oficial tende a ser feita na quarta, a extraoficial deve ganhar a rua na noite desta segunda (18) ou na terça mesmo.

Suplência — Outro espaço para Rui preencher nas próximas horas é da suplência de Coronel. PCdoB larga na frente, mas não há definição.


VOLTAR