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7 de dezembro de 2017

Fachin determina bloqueio de R$ 12,8 milhões da família de Geddel

Foto Brumado Acontece

Foto Brumado Acontece

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (6) o bloqueio de R$ 12,8 milhões em cotas de empreendimentos imobiliários da família do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos principais aliados do presidente Michel Temer, preso na Papuda, em Brasília. Geddel, seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e a mãe deles, Marluce, foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) sob acusação de lavagem de dinheiro e associação criminosa. A PGR pede para que eles sejam condenados a pagar R$ 51 milhões como indenização por danos morais, além de perder esse mesmo valor, apreendido em um “bunker” em Salvador, e de outros bens ligados aos supostos crimes de que são acusados. Parte do dinheiro ilícito era inicialmente ocultada em um closet na casa da mãe de Geddel, e foi transferido no ano passado para o apartamento que ficou conhecido como o “bunker” de Geddel, onde a PF localizou malas com dinheiro vivo, em reais e dólares, segundo a PGR. De acordo com os investigadores, “mais do que meramente ser escondido” pela família Vieira Lima, o dinheiro sujo era ocultado para, entre outras coisas, ser aplicado em investimentos no mercado de incorporação imobiliária de alto luxo na capital baiana, por meio do Grupo Cosbat. “Pelo menos R$ 12.778.895,49 haviam sido usados por eles para adquirir cotas de participação de empreendimentos da Cosbat, em Salvador, mediante o uso de interpostas pessoas jurídicas ligadas a Geddel (as empresas GVL e M&A) e a Lúcio (a empresa Vespasiano)”, sustenta a denúncia. Tais empresas ligadas à família, segundo a investigação, foram usadas para lavar dinheiro. A defesa dos Vieira Lima ainda não se manifestou sobre a decisão do ministro. Fachin autorizou a abertura de um novo inquérito contra os Vieira Lima -Marluce, Lúcio, Geddel e o irmão mais velho, Afrísio. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-assessor da família,Job Brandão, disse que devolvia parte do seu salário para a família, que ficava guardado no apartamento de Marluce, em caixas e

Segundo ele, Marluce “tinha ciência do dinheiro guardo e também pedia que o declarante separasse dinheiro a pedido de Geddel e Lúcio”.

MEDIDAS RESTRITIVAS

A PGR pediu para que Lúcio e Marluce cumpram recolhimento noturno e nos dias de folga, além de usarem tornozeleira e pagar fiança.

Fachin determinou que eles se manifestem sobre o pedido da Procuradoria.

“Nada obstante a relevância dos fatos trazidos ao conhecimento do juízo pela denúncia, os quais, ao sentir do órgão acusatório, justificariam a imposição imediata de recolhimento noturno, monitoramento eletrônico e exigência de fiança () facultando a esses denunciados (Marluce e Lúcio), no prazo de resposta, manifestação quanto à pretensão cautelar”, escreveu o magistrado.


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