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12 de maio de 2016

Fiocruz produzirá no Brasil novo remédio para hepatite C

Imagem Reprodução

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A Fiocruz e o Consórcio BMK, formado pelas empresas Blanver Farmoquímica, Microbiológica Química e Farmacêutica e Karin Bruning assinaram um acordo de cooperação técnico-científica que permitirá o desenvolvimento do medicamento Sofosbuvir (400mg), indicado para o tratamento da hepatite C. O produto tem efeito curativo, quando utilizado sozinho e/ou associado a outros inibidores de protease, num esquema terapêutico (administração oral) de 12 semanas (84 comprimidos/tratamento), evitando o uso do interferon. O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Jorge Bermudez, classificou a iniciativa como “momento histórico” que reforça ainda mais o papel da Fundação como instituição estratégica do Estado brasileiro. “Foram meses de trabalho e reuniões para chegarmos a esse estágio. Desde que o medicamento foi aprovado pelo FDA em 2013 houve uma mobilização mundial para garantir o acesso ao produto. Com o acordo damos mais um passo firme nessa direção”, afirmou Bermudez. O preço inicial do medicamento, nos Estados Unidos, foi de US$ 84 mil por tratamento (US$ 1 mil por comprimido), o que praticamente inviabiliza o acesso. Com o desenvolvimento nacional esse preço poderá chegar a um valor estimado pelo Consórcio, como teto, de cerca de U$ 3 mil/tratamento (12 semanas). No entanto, serão feitos esforços para reduzir ainda mais este preço. Cerca de 1,5 milhão de brasileiros têm o vírus da hepatite C. Bermudez lembra que o alto valor inicial causou uma reação mundial, já que a grande maioria dos países não têm como incorporar o medicamento em seus sistemas públicos de saúde. E mesmo os países desenvolvidos têm dificuldades em assimilar preço tão elevado.A empresa que desenvolveu o medicamento fez um acordo com laboratórios indianos para reduzir o preço, que poderá atingir cerca de US$ 840 por tratamento. Mas esse valor só poderá ser aplicado a 91 países de baixa e média renda – conjunto que não inclui o Brasil. Diante desse cenário, e com a meta de baratear o preço do medicamento e assim contribuir com o Ministério da Saúde a atender a demanda do SUS, a Fiocruz iniciou um movimento visando o desenvolvimento nacional do Sofosbuvir 400 mg e desde 2014 vem promovendo reuniões de um grupo de trabalho que inclui empresas do setor farmoquímico e farmacêutico nacional (respectivamente, Microbiológica e Blanver), com o intuito de estabelecer cooperação técnica. Como desdobramento deste esforço coletivo, lotes experimentais do Sofosbuvir (IFA – ingrediente farmacêutico ativo) e da formulação do Sofosbuvir 400 mg já foram obtidos. O cronograma de trabalho reunindo a Fiocruz e o Consórcio prevê o encaminhamento para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do dossiê de registro no segundo semestre de 2016. De acordo com Bermudez, o desenvolvimento do medicamento também abre perspectivas positivas para a criação, no futuro, de novos produtos contra a tríplice epidemia (zika, dengue e chikungunya), já que o vírus da hepatite C é um flavivírus, ou seja, da mesma família. “O Sofosbuvir está para a hepatite C como o AZT esteve para a Aids”, avalia Bermudez. Para o segundo vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina), Reinaldo Guimarães, “a radicalidade desta novidade representa uma ruptura de paradigma no tratamento da hepatite C. E também mostra que a indústria brasileira é inovadora e capaz”. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde, Eduardo Costa, disse que o órgão quer usar esse episódio para impulsionar outras parcerias. Para o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o acordo feito entre uma instituição pública e empresas nacionais comprovadamente eficientes, como as do consórcio, é mais um esforço para fortalecer o Complexo Econômico Industrial da Saúde (Ceis) e a atuação deste dentro de uma política do Estado brasileiro. “Assim também ampliamos a base produtiva nacional e asseguramos a missão da Fiocruz em atender as demandas da área da saúde”. O diretor-presidente do Consórcio BMK, Jaime Rabi, salientou que a assinatura do acordo com a Fiocruz é um “momento emblemático e que a parceria vai desenvolver um produto estratégico fundamental para a população brasileira”.


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