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8 de novembro de 2017

Governador Rui Costa já pediu R$ 4,2 bilhões em empréstimos em menos de três anos de gestão

Foto Brumado Acontece

Foto Brumado Acontece

A gestão do governador Rui Costa já pediu aproximadamente R$ 4,2 bilhões em empréstimos. Nesta terça-feira (7) houve uma tentativa de permitir mais uma operação de crédito do gênero, mas o deputado estadual Pablo Barrozo (DEM) pediu vista e adiou na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a votação do projeto de lei que autoriza um acordo no valor de R$ 100 milhões junto à Caixa Econômica Federal. O levantamento do Bahia Notícias levou em conta todos os seis pedidos de empréstimo encaminhados ao Legislativo desde o início de 2015, quando Rui Costa tomou posse na gestão estadual. Para o líder da bancada de oposição na AL-BA, Leur Lomanto Jr. (PMDB), o maior problema dos projetos de lei de autoria do governo é a falta de clareza sobre como vão ser empregados os valores. “A oposição quer saber realmente como e onde vão ser aplicados esses recursos e até o momento o governo não disponibilizou essas informações”, explicou o deputado estadual. No caso do projeto de lei que estava na pauta da Casa nesta terça, o governo detalha que os recursos “destinam-se obrigatoriamente à contrapartida de contratos de repasses para investimentos nas áreas de habitação, saneamento, mobilidade e infraestrutura urbana”. Para Leur, a quantidade de pedidos de empréstimo reflete também que “falta uma capacidade por parte do governo de melhorar o seu caixa, a sua arrecadação”. Entre os pedidos de empréstimo protocolados na Câmara desde 2015 existem projetos em que o valor da operação Para fazer o levantamento, o Bahia Notícias converteu os números com base na cotação atual das moedas. A operação de crédito mais expressiva foi a primeira encaminhada pela gestão Rui Costa, em agosto de 2015. O projeto de lei pedia autorização para um acordo de US$ 400 milhões (equivale a aproximadamente R$ 1,3 bilhão) junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). O levantamento inclui ainda os polêmicos R$ 600 milhões junto ao Banco do Brasil. O montante foi aprovado pela AL-BA, mas o repasse do dinheiro estaria sendo barrado pelo prefeito ACM Neto (entenda aqui) e ainda não chegou aos cofres do governo do esta.


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