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27 de agosto de 2018

‘Hey Jude’, canção que virou símbolo da beatlemania, completa 50 anos

Foto Reprodução

Hey Jude, a balada composta por Paul McCartney que foi cantarolada milhões de vezes e é considerada um símbolo da “beatlemania”, completa neste domingo meio século como uma das melhores músicas de todos os tempos. Lançada no dia 26 de agosto de 1968 nos Estados Unidos e quatro dias depois no Reino Unido, a história desta canção de McCartney está intimamente ligada à vida pessoal de seu parceiro John Lennon. Como o próprio McCartney confessou, a canção, cujo título original era “Hey Jules”, foi composta para confortar Julian, filho de Lennon, após o divórcio dos seus pais. Foi em 1968 que McCartney, ao saber da separação de Lennon e Cynthia e da tristeza de Julian, pensou em uma música para o garoto enquanto dirigia seu carro. Desta forma, de repente, o tema base surgiu e mais tarde, quando já estava nos estúdios de gravação, o nome de “Jules” seria mudado por “Jude” por conta de seu ritmo e sonoridade. “Eu já estava dirigindo há uma hora. Então desliguei o rádio e tentei compor uma melodia. Nesse momento, comecei a cantar: Hey Jules, don’t make it bad. Take a sad song and make it better… Tinha uma mensagem otimista e esperançosa para Julian: Vamos lá, rapaz, seus pais se divorciaram, eu sei que você não está feliz, mas você vai ficar bem”, contou certa vez o beatle. Quando McCartney mostrou a música para John Lennon, ele pensou, em parte, que era dedicado a ele e Yoko Ono, com quem estava começando um relacionamento. “É a melhor canção de Paul. Começou como um tema sobre meu filho Julian. Depois se transformou em ‘Hey Jude’. Sempre pensei que era sobre mim e Yoko”, declarou Lennon, em seu livro All We Are Saying. A música não conquistou somente John Lennon, mas também os outros integrantes do grupo, George Harrison e Ringo Starr, que começou a gravar a canção no dia 29 de julho de 1968. No entanto, foi somente em 1987 que McCartney falou sobre a história de “Hey Jude” com seu protagonista: Julian Lennon. “Ele me disse que estava pensando sobre minha situação todos esses anos, sobre o que tive que passar. Paul e eu costumávamos passar bastante tempo juntos, inclusive mais do que eu passava com meu pai. Tínhamos uma boa amizade e, de fato, parece que há mais fotos minhas quando criança brincando com Paul do que com o meu pai”, destacou Julian, em fevereiro de 2002, em entrevista para a revista britânica “Mojo Magazine”. Em 1996, o filho de John Lennon pagou cerca de 25 mil libras pelas notas de gravação de “Hey Jude” em um leilão e outras 35 mil libras por objetos que pertenciam ao seu pai. “Ele tem um par de fotos de seu pai, mas não o suficiente. Ele as coleciona por razões pessoais e são heranças de família”, declarou naquela ocasião o representante de Julian, John Cousins. Com sete minutos e 11 segundos de duração, “Hey Jude” foi primeiro single da gravadora dos Beatles, a Apple Records. Sua longa duração não impediu que a balada entrasse no Top 10 das paradas de sucesso britânicas e americanas. Além disso, “Hey Jude” é a canção dos Beatles que mais tempo permaneceu como número um nos Estados Unidos; um total de nove semanas. A música de McCartney também conseguiu a primeira posição nas listas de sucessos de Reino Unido, Canadá, Holanda, Suíça, Noruega, Alemanha, Irlanda, Nova Zelândia, Austrália e França. Apesar do seu sucesso, algumas emissoras de rádio americanas se negaram a reproduzir uma canção que durasse mais de três minutos e meio, motivo pelo qual a gravadora Capitol Records editou uma versão mais curta para tocar nas rádios. De qualquer forma, Hey Jude vendeu aproximadamente oito milhões de cópias, tornando-se um hino no Reino Unido. De fato, torcidas de equipes de futebol, como o Cardiff City, usaram sua melodia para compor vários cantos. Foi também a música que encerrou a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando milhares de pessoas acompanharam Paul McCartney com seu “na-na-na-na”.


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