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26 de setembro de 2018

Jovens têm motivos para estarem indignados com a igreja, diz Francisco

Foto Reprodução

O papa Francisco disse nesta terça-feira (25) que os jovens têm direito de ficarem indignados pelo modo como a Igreja Católica lidou com os casos de abuso sexual pelo mundo e pediu mudanças na organização para manter as novas gerações.

As declarações foram dadas em Tallinn, capital da Estônia, no quarto e último dia do tour do pontífice pelos países Bálticos -ele já passou pela Letônia e Lituânia, mas não tinha feito referência aos escândalos de abusos que atingem a igreja.

O pontífice já foi criticado por grupos de vítimas por não ter tomado medidas suficientes contra bispos ou outros líderes católicos acusados de acobertar os casos.

“Eles estão indignados pelos escândalos sexuais e econômicos que não são claramente condenados, pelo nosso despreparo de realmente apreciar a vida e a sensibilidade dos jovens, e pelo papel passivo que atribuímos a eles”, disse o pontífice a um grupo de cerca de mil jovens, incluindo católicos, luteranos e ortodoxos.

“Nós precisamos ser convertidos. Temos que perceber que para ficar a seu lado precisamos mudar as situações que, no fim, acabaram por afastá-los”, disse ele.

A admissão de culpa do papa sobre o modo como lidou com o escândalo aconteceu no mesmo dia que a igreja na Alemanha divulgou um relatório que mostra que 3.677 pessoas foram abusadas por clérigos católicos no país entre 1946 e 2014 – mais da metade das vítimas tinha 13 anos ou menos.

As conclusões do relatório já tinham sido antecipadas pela revista alemã Der Spiegel.

O cardeal Reinhard Marx, que comanda a Conferência dos Bispos Alemães, pediu desculpas nesta terça pelos abusos. “Por muito tempo a igreja olhou para o outro lado, negou, acobertou e não quis que fosse verdade”, disse ele.

As revelações na Alemanha se juntaram a uma série de casos divulgados recentemente em diversas partes do mundo, incluindo no Chile, na Holanda, na Austrália, na Irlanda e nos Estados Unidos.

Os casos ganharam ainda mais importância após o arcebispo italiano Carlo Maria Viganò, ligado a ala conservadora e crítico de Francisco, ter acusado o papa de ter ajudado a encobrir denúncias de abuso contra o cardeal americano Theodore McCarrick. O pontífice se recusou a responder as acusações.


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