Matemática ajuda médicos a prever risco de morte em cirurgia » Rede Acontece
Últimas
19-10-2018 » 2º turno em SP | Por apoio a França, prefeitos saem do PSDB em São Paulo 19-10-2018 » Denúncias de eleitores | Vídeos com urna que autocompleta voto a presidente são falsos 19-10-2018 » Denúncia na campanha presidencial | Disparo de mensagens contra o PT no WhatsApp constrange o TSE 19-10-2018 » Mais eleições nas redes | Candidatos declaram gasto de R$ 3 milhões com WhatsApp 19-10-2018 » Pesquisa Datafolha | Eleitores de esquerda ampliam vantagem de Bolsonaro 19-10-2018 » Em boate de Barcelona | Após dispensar Bruna, Neymar Jr. é flagrado com ex-namorada 19-10-2018 » 'Quase híbrido' | Mercedes Classe C ficará mais caro por pegadinha do IPI 19-10-2018 » Jogadora de vôlei | 'Só está rolando reclamação porque eu sou boa', diz Tifanny 19-10-2018 » Veja quem oferece | Chave inteligente cobra até R$ 6 mil para abrir, ligar e estacionar carro 19-10-2018 » Nega briga política | Marquezine confirma fim de namoro com Neymar: "Decisão dele" 19-10-2018 » Destruiu placa de Marielle | Mais votado para Alerj quer PSL na Comissão de Direitos Humanos 19-10-2018 » Brasileirão | Corinthians liga alerta sobre rebaixamento, mas risco é tão alto? 19-10-2018 » França e Doria disputam governo | 'Crau', Bolsonaro 'coitado' e bronca do mediador: as frases do debate em SP 19-10-2018 » Previsão de chegada é 2025 | Europa e Japão lançam sua 1ª missão com a meta de explorar Mercúrio 19-10-2018 » R$ 6,7 milhões | BNDES libera verba para fazer rede de recarga de carros elétricos no país
Publicidade
6 de outubro de 2018

Matemática ajuda médicos a prever risco de morte em cirurgia

Foto Reprodução

Pesquisadores ligados ao Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP (Incor), à Universidade de Coimbra (Portugal) e ao Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), no Rio, elaboraram uma calculadora que ajuda médicos a prever risco de morte em cirurgia.

Com base em dados de quase 3 mil pacientes operados entre 2010 e 2015, chegou-se a conclusão de que os fatores que mais interferem na chance de sucesso da cirurgia são o tamanho do átrio esquerdo (uma das cavidades do coração), o nível de creatinina (metabólito presente no sangue cujo nível aumenta quando há problemas renais), a realização de procedimentos anteriores nas válvulas cardíacas e a presença de hipertensão pulmonar.

Segundo informações da Folha, Omar Mejia, cirurgião do InCor responsável pela unidade cirúrgica de qualidade e segurança da instituição e um dos autores do estudo, explica que a febre reumática e a cardiopatia reumática têm origem em infecções, como a de garganta, que não foram bem resolvidas.

Ao combater as bactérias, as células do sistema imunológico formam complexos que se depositam nas válvulas cardíacas, que passam a sofrer agressões do organismo, acumulando lesões e perdendo função.

A doença é mais prevalente em países subdesenvolvidos, por causa da maior dificuldade de acesso ao tratamento adequado com antibióticos. No mundo, estima-se que 300 mil novos casos surjam a cada ano e que 200 mil pessoas morram todo ano por causa da doença.

Quando o caso é cirúrgico —e a origem é reumática —, a reparação das válvulas (plástica valvar) é o tratamento ideal, mas também o mais difícil. As válvulas podem ainda ser substituídas por próteses biológicas ou metálicas.

Ao estabelecer uma maneira eficaz de medir o risco da operação, é possível tomar decisões mais conscientes como antecipar uma cirurgia para aproveitar condições favoráveis ou mesmo não realizá-la, dado o risco de o paciente morrer no procedimento.


VOLTAR