OIT estima que 700 mil brasileiros perderão emprego em 2016 » Rede Acontece
Últimas
20-06-2018 » Receitas turbinadas | Salada não combina com frio? Veja 5 pratos para comer no inverno 20-06-2018 » MasterChef | Eliminado, Vinícius lamenta: 'Concorrentes eram muito fortes' 20-06-2018 » Código paralelo | Espancamento, banho, fezes: os castigos a policiais de elite no país 20-06-2018 » Julgamento no Supremo | STF absolve Gleisi Hoffmann de acusação de propina na Lava Jato 20-06-2018 » Dele Alli sente dores e vira dúvida para jogo da Inglaterra contra o Panamá 20-06-2018 » Blog #Hashtag: Finalmente temos um canto decente da torcida brasileira em Copa 20-06-2018 » Vitórias de Japão, Senegal e Rússia: assista aos gols dos jogos de terça-feira na Copa 20-06-2018 » Arnaldo diz que Rússia-2018 pode ser sua última Copa do Mundo: 'Pensando seriamente' 20-06-2018 » Robbie Williams explica por que mostrou o dedo do meio na abertura da Copa do Mundo 20-06-2018 » Jogos desta quarta-feira | Só CR7? Talento de coadjuvantes pode ajudar a levar Portugal mais longe 20-06-2018 » Ofendeu mulheres na Rússia | Brasileiro de vídeo machista reclama de reação e se desculpa com ofendidas 20-06-2018 » Após repercussão negativa | Deputados agora coletam assinaturas para barrar CPI da Lava Jato 20-06-2018 » Acordo entre gigantes | Volks e Ford terão parceria global para desenvolver novos veículos comerciais 20-06-2018 » Craque não vive melhor fase | Neymar repete o 'modo fominha' do PSG e foge de filosofia de Tite 20-06-2018 » Seleções africanas na Rússia | Inspirada em 2002, Senegal salva a África na 1ª rodada e une o continente 20-06-2018 » Copy from China | Saiba quais são as marcas chinesas que aparecem na Copa 20-06-2018 » No Mundial de 1990 | Antes de Salah, último gol egípcio em Copas virou 'lenda'; conheça 20-06-2018 » Tietagem na Rússia | Brasileiros pagam até R$ 4 mil por dia para ficar em hotel do Brasil 20-06-2018 » Atacante uruguaio | Cavani caça javalis, e isso diz mais sobre ele do que as polêmicas 20-06-2018 » Fogo amigo | Terça tem 2 gols contra, e Copa flerta com recorde de bolas na própria meta
Publicidade
lab laboratorio grafica bandeirante intersorft clinica master supermercado centrel centro medico sao gabriel
20 de janeiro de 2016

OIT estima que 700 mil brasileiros perderão emprego em 2016

FOTO REDE ACONTECE

FOTO REDE ACONTECE

Brasil registrará o maior salto na taxa de desemprego entre as grandes economias do mundo em 2016 e, durante o ano, 700 mil brasileiros devem perder seus trabalhos. Os dados foram publicados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que, em seu informe anual, aponta para o aumento do desemprego no País para 7,7% e alerta que a crise econômica levará a uma “queda severa” no mercado de trabalho. O Brasil será responsável por um a cada três novos desempregados em 2016 no mundo. No total, 2,3 milhões de postos de trabalho serão destruídos no mundo. Desses, 700 mil no Brasil. O mercado brasileiro ainda responderá por mais de um terço de todo o desemprego latino-americano. Em comparação a 2014, serão 1,2 milhão de novos desempregados no Brasil. “Essa é a maior elevação do desemprego entre as grandes economias”, alertou ao jornal “O Estado de S. Paulo” o diretor do Departamento de Pesquisas da OIT, Raymond Torres. Segundo a OIT, o Brasil “entra numa recessão severa” e nem mesmo as políticas sociais e de promoção de empregos implementadas nos últimos anos serão suficientes para frear o desemprego. A taxa de desemprego passou de 6,8% em 2014 para 7,2% em 2015 e deve atingir 7,7% ao final de 2016. Para a OIT, essa é uma “alta significativa”.Em números absolutos, a alta é de 7,7 milhões de desempregados no ano passado para 8,4 milhões de pessoas em 2016. Em 2017, a taxa vai cair de forma marginal, para 7,6%. Mas, ainda assim, os dois próximos anos terão taxas acima da média registrada entre 2008 e 2013. “Será um ano muito difícil economicamente para o Brasil, com uma recessão e, apesar de tudo o que foi feito no passado para a criação de empregos e dos mecanismos institucionais e políticas sociais, nada será suficiente para conter o aumento do desemprego”, declarou Torres. Além da crise interna, a exposição do Brasil ao mercado chinês também não ajudará. Com a pior taxa de crescimento em 25 anos em Pequim, as vendas nacionais devem sofrer e, uma vez mais, o impacto na criação de emprego será sentido e o que mais preocupa a entidade é que a consequência será um freio no combate à pobreza. Em 2015, 24% dos trabalhadores ocupava postos vulneráveis, sem garantias sociais e salários baixos. Essa taxa, porém, vai continuar pelos próximos dois anos. O número de pessoas ganhando apenas US$ 3,00 por dia também vai aumentar, depois de mais de uma década em queda. Em 2015, 5,1% dos trabalhadores recebiam salários miseráveis e, para 2016, a taxa passa a 5,2%. Para Torres, o Brasil precisa voltar a usar a política fiscal para tirar a economia da recessão. “A política fiscal precisa recuperar o protagonismo que teve nos anos passados, mesmo que o mix seja diferente”, disse. Em sua avaliação, o Brasil deveria “usar melhor o espaço fiscal para investimentos públicos, para o desenvolvimento empresarial e para a mobilização de recursos produtivos, além da ajuda aos trabalhadores”. “Isso precisa ser feito para recuperar a competitividade e evitar que a recessão continue”, defendeu. O resultado, por enquanto, é que o desemprego no Brasil atingirá um nível bem superior à média mundial, que é de 5,8%.Ao final de 2015, 197,1 milhões de pessoas estavam sem trabalho no planeta e a previsão é de que, em 2016, esse número chegue a 199,4 milhões. Em comparação a 2007, quando a crise internacional deu seus primeiros sinais, 27 milhões a mais de desempregados existem hoje no mundo. Em 2017, a situação continuará a piorar, com outros 1,1 milhão de desempregados se somando ao número total. Se nos últimos anos a alta no desemprego foi gerada pelos países ricos e especialmente pela Europa, afetadas pela crise financeira em 2008, desta vez é o mundo emergente o grande responsável pela elevação na taxa mundial. “As perspectivas de emprego se deterioraram nas economias emergentes, em especial no Brasil, China e nos produtores de petróleo”, indicou a OIT. Em dois anos, os emergentes verão a perda de 4,8 milhões de postos de trabalho. Além dos 700 mil no Brasil, outros 800 mil desaparecerão na China. Oficialmente, porém, a taxa de desemprego de Pequim passará apenas de 4,6% para 4,7% entre 2015 e 2016. A queda nos preços das commodities ainda custará 2 milhões de postos de trabalho nos mercados emergentes até 2017. Para a OIT, a América Latina deve ser fortemente afetada por essa nova realidade nos preços de matérias-primas e estará contaminada pela recessão no Brasil. A taxa de desemprego regional passará de 6,4% em 2014 para 6,7% em 2016. A produtividade vai se estagnar e 90 milhões de pessoas estarão em empregos vulneráveis. Os salários também deixaram de subir e o combate contra a pobreza pode sofrer. Segundo a OIT, a redução da desigualdade social foi estagnada desde 2010 e, dos 15 países avaliados, cinco deles registraram uma alta na disparidade de renda. Para a OIT, portanto, o risco de uma revolta social aumentará em 2016 nos países emergentes, justamente por conta da falta de oportunidades de trabalho. Emprego informal também deve crescer nos mercados nos emergentes. Segundo a OIT, ele atinge já 50% na metade dos países em desenvolvimento e, em um terço deles, a taxa supera a marca de 65%. “A falta de empregos decentes faz as pessoas recorrerem ao emprego informal, com baixa produtividade, baixos salários e sem proteção social”, alertou Guy Ryder, diretor da OIT. Já nos países ricos, a taxa de desemprego caiu de 7,1% para 6,7% entre 2014 e 2015 e, para 2016, ela deve chegar a 6,5%. Na Alemanha, ela será de 4,6%, contra 5,4% no Reino Unido. Mesmo na Itália, com uma das piores taxas da Europa, o desemprego vai cair de 12,7% para 12%. Nos EUA, a taxa também cai de 5,3% para 4,9% e, pela primeira vez desde 2007, os americanos têm um número absoluto de desempregados abaixo do brasileiro, com 7,9 milhões de pessoas afetadas. Com informações do Estadão Conteúdo.


Tags:
VOLTAR