OIT estima que 700 mil brasileiros perderão emprego em 2016 » Rede Acontece
Últimas
>>> Ouça a Web Rádio Acontece <<< 22-05-2019 » Banco público | Caixa vai dar até 90% de desconto para 3 milhões de clientes com dívidas 22-05-2019 » Marcados para domingo | Bolsonaro decide não ir a atos, mas filho defende protestos 22-05-2019 » 1 gravemente ferido | Homem assassina ex, invade igreja e mata três em MG, diz polícia 22-05-2019 » MEC | Exame de educação de adultos tem falha de segurança, e Inep avalia impacto 22-05-2019 » A volta da empresa | Xiaomi traz ao Brasil Mi 9, mais 4 celulares, loja oficial e até patinetes 22-05-2019 » Copa Sul-Americana | No Chile, Atlético-MG perde para Unión La Calera por 1 a 0 22-05-2019 » Risco de rompimento | Polícia exige, e represa de fazenda de Gusttavo Lima será esvaziada 22-05-2019 » Está com Marcola | Nº 2 do PCC pede para sair de presídio federal por falta de dignidade 22-05-2019 » O que rolou nesta 3ª | Fla atrás de reforços, briga Santos x Neymar perto do fim e mais 22-05-2019 » Novela da Record | Barney: Com fake news e drogas, Topíssima vai além de um nome ruim 22-05-2019 » Resumo do dia | Articulações no Congresso, bombeiro herói e mais notícias desta terça-feira 22-05-2019 » Cerimônia de R$ 1 mi em AL | Casório de Carlinhos Maia é visto por quase 3 milhões de pessoas na internet 22-05-2019 » Senado tem de votar medida | Câmara aprova aéreas estrangeiras no país e a volta de mala grátis 22-05-2019 » Atrito com Major Vítor Hugo | Maia bate boca com líder governista na Câmara e diz que o excluiu de relações 22-05-2019 » Para evitar embate jurídico | Governo deve recuar de pontos polêmicos do decreto de armas 22-05-2019 » Ministro de Bolsonaro | Araújo assinou documento para contratar funcionário sem diploma por R$ 34 mil 22-05-2019 » Após atos contra corte | Governo deve evitar anúncio de novo bloqueio em relatório orçamentário 22-05-2019 » Barão de Cocais (MG) | 'Brumadinho não sai da cabeça': a vida perto de mina que pode desabar 22-05-2019 » Sob pressão da indústria | Anvisa discute mudança de modelo de rótulos de alimentos no país 22-05-2019 » Tricampeão da F-1 morreu na segunda | Lauda desafiou a família, sobreviveu a acidente e até foi dono de aérea
Publicidade
INTERSORFT 100 MEGA
corretora de seguros
20 de janeiro de 2016

OIT estima que 700 mil brasileiros perderão emprego em 2016

FOTO REDE ACONTECE

FOTO REDE ACONTECE

Brasil registrará o maior salto na taxa de desemprego entre as grandes economias do mundo em 2016 e, durante o ano, 700 mil brasileiros devem perder seus trabalhos. Os dados foram publicados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que, em seu informe anual, aponta para o aumento do desemprego no País para 7,7% e alerta que a crise econômica levará a uma “queda severa” no mercado de trabalho. O Brasil será responsável por um a cada três novos desempregados em 2016 no mundo. No total, 2,3 milhões de postos de trabalho serão destruídos no mundo. Desses, 700 mil no Brasil. O mercado brasileiro ainda responderá por mais de um terço de todo o desemprego latino-americano. Em comparação a 2014, serão 1,2 milhão de novos desempregados no Brasil. “Essa é a maior elevação do desemprego entre as grandes economias”, alertou ao jornal “O Estado de S. Paulo” o diretor do Departamento de Pesquisas da OIT, Raymond Torres. Segundo a OIT, o Brasil “entra numa recessão severa” e nem mesmo as políticas sociais e de promoção de empregos implementadas nos últimos anos serão suficientes para frear o desemprego. A taxa de desemprego passou de 6,8% em 2014 para 7,2% em 2015 e deve atingir 7,7% ao final de 2016. Para a OIT, essa é uma “alta significativa”.Em números absolutos, a alta é de 7,7 milhões de desempregados no ano passado para 8,4 milhões de pessoas em 2016. Em 2017, a taxa vai cair de forma marginal, para 7,6%. Mas, ainda assim, os dois próximos anos terão taxas acima da média registrada entre 2008 e 2013. “Será um ano muito difícil economicamente para o Brasil, com uma recessão e, apesar de tudo o que foi feito no passado para a criação de empregos e dos mecanismos institucionais e políticas sociais, nada será suficiente para conter o aumento do desemprego”, declarou Torres. Além da crise interna, a exposição do Brasil ao mercado chinês também não ajudará. Com a pior taxa de crescimento em 25 anos em Pequim, as vendas nacionais devem sofrer e, uma vez mais, o impacto na criação de emprego será sentido e o que mais preocupa a entidade é que a consequência será um freio no combate à pobreza. Em 2015, 24% dos trabalhadores ocupava postos vulneráveis, sem garantias sociais e salários baixos. Essa taxa, porém, vai continuar pelos próximos dois anos. O número de pessoas ganhando apenas US$ 3,00 por dia também vai aumentar, depois de mais de uma década em queda. Em 2015, 5,1% dos trabalhadores recebiam salários miseráveis e, para 2016, a taxa passa a 5,2%. Para Torres, o Brasil precisa voltar a usar a política fiscal para tirar a economia da recessão. “A política fiscal precisa recuperar o protagonismo que teve nos anos passados, mesmo que o mix seja diferente”, disse. Em sua avaliação, o Brasil deveria “usar melhor o espaço fiscal para investimentos públicos, para o desenvolvimento empresarial e para a mobilização de recursos produtivos, além da ajuda aos trabalhadores”. “Isso precisa ser feito para recuperar a competitividade e evitar que a recessão continue”, defendeu. O resultado, por enquanto, é que o desemprego no Brasil atingirá um nível bem superior à média mundial, que é de 5,8%.Ao final de 2015, 197,1 milhões de pessoas estavam sem trabalho no planeta e a previsão é de que, em 2016, esse número chegue a 199,4 milhões. Em comparação a 2007, quando a crise internacional deu seus primeiros sinais, 27 milhões a mais de desempregados existem hoje no mundo. Em 2017, a situação continuará a piorar, com outros 1,1 milhão de desempregados se somando ao número total. Se nos últimos anos a alta no desemprego foi gerada pelos países ricos e especialmente pela Europa, afetadas pela crise financeira em 2008, desta vez é o mundo emergente o grande responsável pela elevação na taxa mundial. “As perspectivas de emprego se deterioraram nas economias emergentes, em especial no Brasil, China e nos produtores de petróleo”, indicou a OIT. Em dois anos, os emergentes verão a perda de 4,8 milhões de postos de trabalho. Além dos 700 mil no Brasil, outros 800 mil desaparecerão na China. Oficialmente, porém, a taxa de desemprego de Pequim passará apenas de 4,6% para 4,7% entre 2015 e 2016. A queda nos preços das commodities ainda custará 2 milhões de postos de trabalho nos mercados emergentes até 2017. Para a OIT, a América Latina deve ser fortemente afetada por essa nova realidade nos preços de matérias-primas e estará contaminada pela recessão no Brasil. A taxa de desemprego regional passará de 6,4% em 2014 para 6,7% em 2016. A produtividade vai se estagnar e 90 milhões de pessoas estarão em empregos vulneráveis. Os salários também deixaram de subir e o combate contra a pobreza pode sofrer. Segundo a OIT, a redução da desigualdade social foi estagnada desde 2010 e, dos 15 países avaliados, cinco deles registraram uma alta na disparidade de renda. Para a OIT, portanto, o risco de uma revolta social aumentará em 2016 nos países emergentes, justamente por conta da falta de oportunidades de trabalho. Emprego informal também deve crescer nos mercados nos emergentes. Segundo a OIT, ele atinge já 50% na metade dos países em desenvolvimento e, em um terço deles, a taxa supera a marca de 65%. “A falta de empregos decentes faz as pessoas recorrerem ao emprego informal, com baixa produtividade, baixos salários e sem proteção social”, alertou Guy Ryder, diretor da OIT. Já nos países ricos, a taxa de desemprego caiu de 7,1% para 6,7% entre 2014 e 2015 e, para 2016, ela deve chegar a 6,5%. Na Alemanha, ela será de 4,6%, contra 5,4% no Reino Unido. Mesmo na Itália, com uma das piores taxas da Europa, o desemprego vai cair de 12,7% para 12%. Nos EUA, a taxa também cai de 5,3% para 4,9% e, pela primeira vez desde 2007, os americanos têm um número absoluto de desempregados abaixo do brasileiro, com 7,9 milhões de pessoas afetadas. Com informações do Estadão Conteúdo.


Tags:
VOLTAR