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8 de agosto de 2018

Organização do PCC segue lógica de empresa, irmandade e igreja, diz dupla que estuda facção há 2 décadas

Foto: Reprodução

Ele é jornalista, economista e cientista político. Ela é socióloga, pesquisadora e professora universitária. Ambos acompanham há quase 20 anos o dia a dia e o modus operandi do Primeiro Comando da Capital, o PCC, a facção criminosa de maior ressonância no Brasil. Nesta semana, Bruno Paes Manso e Camila Nunes Dias lançam A Guerra: A Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil (Ed. Todavia), um mergulho na gênese e no funcionamento do grupo criminoso que domina os presídios do país – e controla muito da criminalidade do lado de fora das cadeias. Com 29,4 mil membros em todo o Brasil – e espalhando-se por outros países – o PCC surgiu em 1993 dentro de presídios brasileiros. Mas o grupo, cuja existência por muito tempo chegou a ser praticamente negada pelo Estado, só se tornou conhecido nacionalmente com as rebeliões em prisões dos anos 2000. “De uma forma geral, houve uma tentativa de silenciar o debate sobre o crescimento da facção. Até antes da megarrebelião de 2001 (que envolveu 29 presídios em represália em SP pela transferência dos principais chefes do grupo), o governo negava a existência do PCC, que tinha surgido havia oito anos, em 1993. Antes dos ataques de maio de 2006 contra autoridades, o governo dizia que o PCC estava na iminência de acabar”, afirma Paes Manso. Sobre o modelo de funcionamento da organização, os autores dizem que seria equivocado buscar uma definição “única e correta”. Ela tem características de irmandade, empresa e igreja, dependendo “da perspectiva adotada e do ponto a partir do qual nós olhamos”. Segundo a dupla, que esmiúça no livro fatos e dados estatísticos, o PCC não é produto do acaso ou apenas do arroubo criminal. O PCC, assim como outras facções, surgiu como efeito colateral de “décadas de políticas truculentas e equivocadas de guerra ao crime”, como afirma a socióloga. Para Paes Manso, as “ações guerreiras das polícias acabam fomentado os sentimentos de raiva e de injustiça que alimentam os discursos antissistema das facções, atraindo mais jovens revoltados e sem perspectivas para suas fileiras. Produzimos nossa categoria de homens-bombas, que preferem morrer antes dos 25 anos ou serem presos à viverem o destino humilhante reservado a eles pelo sistema”.


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