Para analistas, Jair Bolsonaro terá governabilidade » Rede Acontece
Últimas
19-12-2018 » Política internacional | Bolsonaro critica pacto de migração: Vida na França ficou 'insuportável' 19-12-2018 » Após polêmica | Imagens sacras ficarão no Alvorada, diz Bolsonaro 19-12-2018 » Inclui Sesc e Sesi | O que é o sistema S e por que sua verba causa polêmica 19-12-2018 » Impacto R$ 9,5 mi ao ano | CNJ recria auxílio-moradia a parte dos juízes mesmo com gastos acima do teto 19-12-2018 » Comentou caso João de Deus | Para líder de vítimas de padres, relação com Deus é disfarce para abusadores 19-12-2018 » Fique ligado | Empresas têm até amanhã para pagar 2ª parcela do 13º; veja se tem direito 19-12-2018 » MP abriu mercado de aviação | Chegada de estrangeiros não vai baratear passagem área, dizem analistas 19-12-2018 » Decisão está a cargo do STJ | Governo de SP quer criminalizar dívida de ICMS de 16 mil empresários 19-12-2018 » Contas públicas | Estatais de saúde e pesquisa são as que mais gastam dinheiro público 19-12-2018 » Pedido do juiz Bretas | Iate de luxo de Eike Batista é vendido em leilão por R$ 14,4 mi 19-12-2018 » Presente da fábrica | Dona anda no mesmo Fusca desde 1967... e ganhou restauração 19-12-2018 » Tome cuidado | 10 dicas para evitar problemas no carro com as chuvas de verão 19-12-2018 » A pedido da CBF | Globo oficializa horário das 21h30 para jogos de futebol em 2019 19-12-2018 » Copa da Liga Francesa | Sem Neymar, PSG bate Orléans por 2 a 1 e leva vaga para as quartas 18-12-2018 » Como os relatos contra João de Deus | Por que lei pode dificultar processar casos ocorridos há mais de 6 meses 18-12-2018 » Medida de segurança | Protesto de madeireiros obriga Ibama a fugir de cidade do Amazonas 18-12-2018 » Lobby das bombas de insulina | Justiça paulista favorece fabricante em decisões evolvendo diabéticos
Publicidade
8 de outubro de 2018

Para analistas, Jair Bolsonaro terá governabilidade

Imagem Reprodução

No início do ano, o deputado Jair Bolsonaro parecia caminhar para ser o candidato à Presidência da República do eu sozinho. Depois de deixar o PSC, tentou se viabilizar como nome do PEN (que passou a se chamar Patriota para recebê-lo). Sem acordo com a legenda, procurou outra sigla considerada nanica, o PSL. E com o PSL, já no segundo turno e com o apoio de bancadas de peso, especialistas afirmam que Bolsonaro terá maioria no Congresso e condições de governabilidade caso venha a ser eleito Presidente da República. A chegada no PSL foi cheia de turbulência. O partido, que iria se chamar Livres, recebeu Bolsonaro e perdeu parte dos seus simpatizantes (que formaram o movimento Livres). Em março, Bolsonaro trabalhava para garantir que o PSL tivesse ao menos cinco deputados. Naquela ocasião, ainda existia muita desconfiança do mundo político sobre a viabilidade de sua candidatura. As pesquisas de opinião foram, aos poucos, mostrando que o candidato seria competitivo. Nesse período, com a coordenação do deputado Oxy Lorenzoni (cotado para assumir a Casa Civil em um eventual governo Bolsonaro), as poderosas bancadas evangélica, do agronegócio e da Segurança Pública foram se aproximando do candidato. O movimento se acentuou graças ao fraco desempenho do candidato tucano, Geraldo Alckmin. Figuras do chamado Centrão, bloco que apoiou formalmente Alckmin, foram declarando preferência a Jair Bolsonaro. Candidatos ao governo de diversos Estados também fizeram esse movimento – de olho na onda de votos que um apoio de Bolsonaro poderia significar. O líder da maior igreja evangélica do País e dono da TV Record, Edir Macedo, chegou a gravar um vídeo de apoio ao nome do PSL. Os candidatos ao governo de São Paulo, por exemplo, João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) já deixaram clara suas inclinações bolsonaristas no segundo turno. Em Curitiba, Ratinho Jr. – eleito governador do Paraná já no primeiro turno – também indicou que vai de Bolsonaro no segundo turno. Muitos outros exemplos se somaram pelo Brasil. O tamanho dessa onda faz com que cientistas políticos acreditem que, no caso de vitória, Bolsonaro terá sim maioria no Congresso e condições de governabilidade. “Vai ter uma bancada grande – tendo o Centrão como base. Tudo indica que uma bancada de direita mais dura será eleita. Com ela, Bolsonaro vai poder conversar e governar”, comenta o cientista político Claudio Couto (PUC-SP). O também cientista político Humberto Dantas (USP) segue a mesma linha. “O PSL deve eleger uns 30 parlamentares. Além deles, vai contar com o velho centrão, parte do MDB, do PR, do PP, do DEM…As bancadas do Boi, da Bíblia e da Bala são muito fortes no Congresso e devem dar sustentação ao presidente Bolsonaro, caso ele seja eleito.” O cientista político Rodrigo Prando (Mackenzie) lembra que o Centrão e a direita moderada parecem ter abandonado o PSDB. “Tudo indica que os partidos que compõem o Centrão vão aceitar e colaborar com um eventual governo Bolsonaro. Portanto, ele terá, pelo menos de início, uma maioria que vai garantir a governabilidade.”


VOLTAR