Pela primeira vez, diretor da Fifa admite "erro" em gol da Suíça » Rede Acontece
Últimas
15-02-2019 » Mudanças na Previdência | Idade inicial, capitalização e transição ainda são dúvidas na reforma 15-02-2019 » Líderes foram transferidos | Cúpula do PCC só soube que iria para presídio federal ao embarcar em avião 15-02-2019 » 'Onde estiver estarei' | A história de amor que movia Christian, morto no CT do Flamengo 15-02-2019 » Confissões de Carnaval | 'Os artistas que eu olhava na televisão já peguei todos', diz Gabi Prado 15-02-2019 » 'A gente parou de se falar' | Marcelo Falcão conta por que não foi ao enterro de Yuka, da banda O Rappa 15-02-2019 » Crise no governo | Chamado de mentiroso por Bolsonaro, Bebianno tem OK para manter cargo 15-02-2019 » Na Câmara do RJ | Carlos Bolsonaro apoia medalha a Mourão após crítica a 'discussão' 15-02-2019 » Ricardo Feltrin | Record rompe acordo e tira profissionais do SBT; Silvio vai retaliar 15-02-2019 » Reclamou de contexto | Damares aconselha pais de meninas a fugirem do Brasil 15-02-2019 » Teria de cobrar R$ 4 | SP desafia decisão da Justiça e mantém tarifa de ônibus a R$ 4,30 15-02-2019 » Senadora líder da CCJ | Tebet: 'Estou com as mulheres, mas sou contra o aborto' 15-02-2019 » Ela estará no CarnaUOL, em SP | Humor: Blogueirinha sugere derrubar bebida e se desculpar ao ver famoso na festa 15-02-2019 » UOL já viu o filme | Crítica: Marighella é um produto do Brasil polarizado pós-2013 15-02-2019 » Presidente dos EUA | Trump declara emergência nacional para construir muro na fronteira com o México 15-02-2019 » Morto em supermercado do RJ | Mãe viu filho levar 'gravata' de vigia e diz que ele iria para clínica
Publicidade
20 de junho de 2018

Pela primeira vez, diretor da Fifa admite “erro” em gol da Suíça

Foto: Reprodução

A arbitragem do jogo entre Brasil e Suíça, no domingo “errou” no gol de empate do time europeu. A avaliação é de Marco Van Basten, ex-jogador e hoje diretor técnico da Fifa. Essa, porém, não é a percepção dos responsáveis pela tecnologia e nem pela arbitragem. “Tive várias discussões com pessoas dentro da Fifa sobre esse assunto nos últimos dias”, explicou. “Acho que precisamos aprender com esse caso”, defendeu. Segundo ele, os brasileiros agiram de forma correta ao se queixar em uma carta enviada para a Fifa. Para ele, isso não vai mudar o resultado do jogo. Mas pode ajudar a Fifa a avaliar seu próprio processo. “Não acha que o juiz deveria ter dado aquele gol”, defendeu. “Essa é minha opinião pessoal”, ponderou. Na carta, a CBF solicita uma cópia do audio das conversas entre o árbitro de campo e a cabine que se ocupa do vídeo. A entidade também quer as imagens. Ainda que não haja como objetivo rever o resultado do jogo, a CBF quer que a Fifa tenha consciência de que o sistema falhou. A Fifa já indicou que irá responder à carta enviada pela CBF. Mas teme que, ao entregar o áudio à seleção, abrirá um precedentes perigoso, levando a uma pressão indevida sobre os árbitros. Já os comentários do ex-jogador holandês apontam que não existe um consenso dentro da entidade sobre o tratamento do caso de Miranda. A avaliação de Van Basten não é a mesma da cúpula da arbitragem na entidade. A percepção no Comitê dos Árbitros é de que o juiz da partida agiu de forma “correta” e não houve nem falta em Miranda e nem pénalti em Gabriel Jesus.
Segundo o corpo técnico que se ocupa da aplicação do VAR,, os árbitros na cabine avaliaram a cena do suposto empurrão sobre Miranda, inclusive em câmara lenta. Mas chegaram à conclusão de que não houve uma falta. Por isso, não pediram que o árbitro em campo paralisasse a partida e apenas o disseram para seguir. Um dos aspectos avaliados foi o posicionamento de Miranda, que não teria sido desequilibrado na visão dos árbitros. Já no caso de Gabriel Jesus, o mesmo processo ocorreu. Na cabine do VAR, os árbitros reavaliaram o lance, mesmo sem que o juiz da partida soubesse. Mas optaram por não alertar o árbitro César Ramos sobre uma eventual irregularidade e indicaram que poderia seguir. Por isso, o lance também seguiu. Fontes na Fifa ainda indicaram que usaram o “super slow replay” – uma tecnologia que permite rever a imagem num ritmo ainda mais lento – para tomar uma decisão no que se refere ao lance de Gabriel Jesus. Mas concluiu que não houve pênalti. Na avaliação da cúpula da Fifa, o VAR não pode tirar do futebol seu caráter de contato. “Caso contrário, matamos o jogo”, afirmou um dos principais dirigentes da entidade. Entre os membros da CBF, a percepção era de que a carta não mudará nada do resultado. Mas a entidade precisava “se pronunciar”. “Precisamos marcar posição”, disse Gustavo Feijó, vice-presidente da CBF.

Feijó foi alvo de uma operação policial em meados do ano passado por conta da suspeita de recebimento de R$ 600 mil da Confederação para sua campanha eleitoral para prefeito de Boca da Mata (AL). A Polícia Federal apurou que sua campanha teria custado R$ 2 milhões. Mas Feijó apenas declarou R$ 105 mil. Já o presidente da CBF, coronel Antônio Nunes, preferiu não se pronunciar sobre a carta e nem sobre o lance. Quando foi questionado pela imprensa internacional e brasileira sobre o assunto, apertou o passo e foi conduzido por um de seus assistentes para longe dos jornalistas.


Tags:
VOLTAR