Quem é Kamala Khan, a heroína muçulmana da Marvel que pode virar filme » Rede Acontece
Últimas
22-06-2018 » Fugindo do ócio | Estádio candidato a "elefante russo" vai imitar Mané Garrincha 22-06-2018 » Rita se orgulha do camisa 9 | Professora pagava cópias de prova na escola de Gabriel Jesus 22-06-2018 » Espalhados pelo Mar Negro | A mando da Fifa, hotel da seleção tem quatro navios de patrulha 22-06-2018 » Político assassinado | Memorial de crítico ao Kremlin é confundido com comércio de flores 22-06-2018 » Opinião | Nina Lemos: Brasileiro sendo machista não é só na Copa do Mundo 22-06-2018 » Lá na Sibéria | Asteroide destruiu área maior que a de São Paulo há 110 anos 22-06-2018 » Mulher de peito | Dona da Hope prova todos os sutiãs e só vende aquilo que usaria 22-06-2018 » Vitória na acréscimos | Gol no fim alivia Neymar em dia de reclamação, broncas, VAR e choro 22-06-2018 » Ahmed Musa abre o placar para a Nigéria contra a Islândia 22-06-2018 » Situação complicou na Copa | Messi apagado? 4 questões podem explicar desempenho 22-06-2018 » Análise | Stycer: Galvão critica 'gesto artístico', mas se comove com choro de Neymar 22-06-2018 » Clima no estádio | Irritação com árbitro e sofrimento conectam torcida e seleção 22-06-2018 » 2 a 0 contra a Costa Rica | Tite vê 'aula' no 2º tempo 22-06-2018 » Laqueadura compulsória | Onde está o bebê da mulher esterelizada em Mococa (SP)? 22-06-2018 » Datafolha | Para eleitores, Lula é o mais preparado para aquecer economia 22-06-2018 » Assédio na Rússia | Russo que beijou repórter se desculpa: 'Brincadeira infeliz' 22-06-2018 » Imigração nos EUA | Menina de foto icônica não foi separada da mãe, conta pai 22-06-2018 » Luciana Gimenez "narra" jogo da seleção e diverte web com comentários 22-06-2018 » 'Meu pai fez um golaço que eu gostei demais', comemora David Lucca, filho de Neymar 22-06-2018 » Após vídeo ofensivo, colombianos se desculpam na embaixada do Japão
Publicidade
grafica bandeirante supermercado centrel lab laboratorio intersorft clinica master centro medico sao gabriel
6 de junho de 2018

Quem é Kamala Khan, a heroína muçulmana da Marvel que pode virar filme

Imagem Divulgação

Capitã Marvel, primeiro filme do Universo Cinematográfico da Marvel estrelado por uma mulher, chegará aos cinemas no começo de 2019. E, se depender do presidente do estúdio, Kevin Feige, não demorará até que outra heroína dos quadrinhos apareça nas telas. Em entrevista à BBC, ele diz que há a possibilidade de inserir a jovem Kamala Khan (ou Miss Marvel) no UCM após o longa do ano que vem. “Nós temos planos para isso, assim que apresentarmos a Capitã Marvel para o mundo”, disse Feige. Sem revelar mais detalhes, a declaração bastou para aquecer o coração dos fãs da personagem.

Criada em 2014, Kamala é uma adolescente de origem paquistanesa e que mora com a família em Nova Jersey, nos EUA. Nerd, ela escreve fan fictionsdos Vingadores, frequenta (a contragosto) a mesquita do bairro e, por seguir as tradições de sua religião, se sente diferente em relação ao resto do colégio, o que não raro a deixa chateada. Em “Miss Marvel, Nada Normal“, sua HQ de estreia, vemos como ela conseguiu os seus poderes. Voltando de uma festa, Kamala se depara com uma estranha nuvem que cobre toda a cidade. Ao entrar em contato com ela, a garota começa a ter alucinações com a sua ídolo: Carol Danvers, a Miss Marvel original e que, hoje em dia, assumiu o nome de Capitã. Após um desmaio, ela percebe que o seu corpo está diferente. Dentre as suas novas (e poderosas) habilidades, estão o fator de cura acelerado e a capacidade de esticar, aumentar, diminuir e alterar a sua forma física da maneira que ela quiser. Tempos depois, descobre-se que Kamala possui genes inumanos, que foram ativados com a tal nuvem que, na verdade, era o resultado de uma bomba terrígena, lançada por Raio Negro, líder dos Inumanos.

Com uma pequena ajuda de um amigo, ela improvisa um uniforme, adota o antigo nome de sua heroína favorita e começa a combater o crime. Das características da sua roupa ao significado de “Kamala”, todo esse novo universo busca referências na cultura muçulmana. As responsáveis por isso? A quadrinista G. Willow Wilson e a editora Sana Amanat, que desenvolveram a ideia de criar uma heroína que representasse o Islã na Marvel. Wilson é muçulmana e Amanat possui ascendência paquistanesa, assim como a nova Miss Marvel. A editora se inspirou em suas experiências da adolescência em Nova Jersey para criar o pano de fundo da história, cheio de detalhes sobre uma cultura com a qual não estamos acostumados. O dia a dia de Kamala com seus rígidos pais, as tradições religiosas do seu bairro e até as restrições alimentares na cantina do colégio. Está tudo ali.

O que esperar de um filme da heroína

A criação da dupla rendeu bons frutos. Em 2015, a HQ venceu o Prêmio Hugo de Melhor Graphic Story, dado às melhores histórias de fantasia ou ficção científica publicadas nesse formato. A personagem ganhou rapidamente o carinho do público, muito por conta de sua personalidade e de toda a euforia que ela demonstra por andar lado a lado com os seus heróis favoritos. Um filme da nova Miss Marvel pode trazer tanta representatividade quanto Pantera Negra trouxe ao tratar de temas como racismo e cultura africana. É o que diz a jornalista Coco Khan em um artigo para o jornal britânico The Guardian. Para ela, uma aventura com uma super-heroína muçulmana poderia ajudar a combater o preconceito contra a religião e a diminuir os estereótipos de personagens islâmicos em Hollywood, raramente vistos em papéis principais.


VOLTAR