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9 de abril de 2019

Trump consultou líderes evangélicos para criar “plano de paz definitivo” para Israel e Palestina

Foto Reprodução

Líderes evangélicos “estão na linha de frente” do grupo de trabalho do governo de Donald Trump que elaborou o “plano de paz definitivo” para Israel e Palestina. O pastor Jack Graham, da Igreja Batista de Prestonwood, no Texas, revela que, ao serem consultados a maioria dos pastores ficaram “chocados”. “Falamos, é claro, da soberania de Israel que é muito importante para os cristãos que creem na Bíblia. Afinal, Israel tem o direito de existir e ter Jerusalém como sua capital”, explicou. As eleições israelenses desta semana podem mudar os rumos do Oriente Médio. A promessa de Trump é que os Estados Unidos apresentarão seu plano somente depois, para não influenciar os resultados. Graham assegurou que o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o genro do presidente, Jared Kushner, sempre se preocuparam com a segurança de Israel. “Precisamos garantir que os israelenses estejam a salvo e que outras pessoas parem de jogar bombas contra Israel, pois assim será difícil manter a paz”, revelou Graham, ao falar sobre as linhas gerais do plano. “Também falamos sobre parcerias com países árabes e governos que poderiam ser parceiros, pois o desenvolvimento econômico fará parte do plano”, assegurou, deixando claro que muito do que se fala sobre guerra iminente é exagero da mídia. O pastor Jentezen Franklin, da igreja Free Chapel, na Geórgia, concorda. Ele também estava na reunião. “Está funcionando! Pessoas como Jared Kushner e Jason Greenblatt e outros estão trabalhando, tentando encontrar um meio-termo”, avalia, sem confirmar que isso significa uma “solução de dois Estados”, como pede a ONU. O desafio está na Autoridade Palestina, que se recusou a falar com a Casa Branca desde que o presidente Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel. “Todo mundo precisa viver com esperança. Muitos palestinos estão vivendo sem esperança”, disse Graham. “Deus ama os palestinos e nós da comunidade evangélica também, mas não podemos permitir que partes de Israel sejam simplesmente entregues”, encerrou.


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