26-07-2016

Dilma diz que não vai à abertura dos Jogos

Foto: Urandi Acontece

Foto: Urandi Acontece

A presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), disse que “não pretende participar da Olimpíada numa posição secundária”, em entrevista exclusiva concedida à RFI (Radio France Internationale), divulgada nesta segunda (25).  Dilma foi convidada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), assim como o presidente interino Michel Temer (PMDB) e ex-presidentes. Temer será o responsável por declarar os Jogos abertos, mas dirá apenas uma frase, que não deve durar mais que dez segundos: “declaro abertos os Jogos do Rio, celebrando a 31ª Olimpíada da era moderna”, dirá ele no evento. A aparição breve do chefe de Estado é tradição das cerimônias de abertura. Em Londres, há quatro anos, a rainha Elizabeth 2ª foi quem se incumbiu do rápido anúncio. Na entrevista, Dilma enumerou motivos para não comparecer à cerimônia de abertura dos Jogos, que ocorre no dia 5 de agosto, no Maracanã. “Em primeiro lugar, esses Jogos são frutos de um grande trabalho do ex-presidente Lula, no sentido de trazê-lo para o Brasil. Em segundo, houve grande esforço do governo federal, que viabilizou a estrutura dos Jogos”, disse, em sua primeira declaração sobre sua presença ou não no evento desde que recebeu o convite, em 11 de julho. À época, ela afirmou que gostaria de participar, mas assessores a desaconselharam, para evitar vaias como na Copa das Confederações (2013) e na

Com o aval de Temer, o COI decidiu convidar para a cerimônia de abertura dos Jogos, além de Dilma, os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula. Os dois últimos confirmaram o recebimento do convite, mas afirmaram que não vão comparecer. A assessoria de Collor disse que ele não recebeu o convite. Sarney não foi encontrado. Dilma comentou ainda sobre a Vila dos Atletas, que apresentou problemas na recepção às delegações estrangeiras. “As questões relativas [à Vila] dizem respeito a uma PPP, parceria público-privada, entre a Prefeitura do Rio e o setor privado”, salientou. O zika vírus foi outro tema da entrevista e, ainda que o perigo de contágio já tenha feito atletas e turistas desistirem de ir ao Rio, a presidente minimizou os riscos. “[A questão] Não deve criar nenhum constrangimento no sentido do comparecimento das pessoas. A própria Organização Mundial da Saúde declarou que este inverno, com temperaturas abaixo da média, não é o momento de proliferação do mosquito. E pelo menos até dois meses atrás havia todo um sistema de contenção [da doença].”

Quando indagada se o Rio está preparado para receber os Jogos diante deste contexto problemático, que inclui ameaças relacionadas à segurança, Dilma lembrou a Copa e a vinda do papa Francisco ao país (2013), como exemplos que deram “know-how” ao país em grande eventos. Dilma minimizou a possibilidade de um ataque terrorista durante os Jogos. “Há toda uma tradição no Brasil de afastamento com essa questão de terrorismo”, disse, ressalvando que isso “não é garantia de que não tenhamos nenhum problema”. Com informações da Folhapress.

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